A pílula do dia seguinte é um dos métodos contraceptivos de emergência mais conhecidos. Ainda assim, ela continua cercada por dúvidas: funciona sempre? Pode tomar mais de uma vez? Faz mal ao organismo?
Essas perguntas são comuns. Afinal, o medicamento costuma ser para situações de urgência, quando há risco de gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha do método contraceptivo.
Segundo o Ministério da Saúde (2025), a contracepção de emergência é uma estratégia segura e recomendada em casos específicos, desde que usada corretamente e apenas em situações ocasionais.
Neste guia, vamos explicar como funciona a pílula do dia seguinte à base de levonorgestrel, quando tomar, como usar corretamente e esclarecer as dúvidas mais frequentes.
Quando devo tomar o medicamento?
A pílula do dia seguinte é indicada quando existe risco de gravidez após uma relação sexual. Ela não deve ser um método contraceptivo regular, mas sim em situações emergenciais.
Entre os cenários mais comuns estão:
- Relação sexual sem uso de preservativo;
- Rompimento ou deslizamento da camisinha;
- Esquecimento da pílula anticoncepcional;
- Erro no uso de métodos contraceptivos hormonais; e
- Violência sexual – em caso de violência sexual, além do uso da pílula do dia seguinte, é importante buscar atendimento médico o quanto antes. A rede pública de saúde oferece atendimento especializado, incluindo contracepção de emergência, prevenção de ISTs e suporte psicológico. Você pode ligar para o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou procurar a UPA ou pronto-socorro mais próximo.
Nesses casos, o medicamento atua como uma forma de contracepção de emergência, ajudando a reduzir as chances de gravidez.
Um ponto importante: a pílula do dia seguinte não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, o uso da camisinha continua sendo fundamental.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), os preservativos são o único método que protege simultaneamente contra gravidez e ISTs.
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Como funciona a pílula do dia seguinte?
A maioria das pílulas disponíveis no Brasil contém levonorgestrel, um hormônio sintético semelhante à progesterona.
Esse hormônio atua principalmente de três maneiras:
- Inibe ou atrasa a ovulação
Se o óvulo ainda não foi liberado, o medicamento pode impedir que isso aconteça. - Dificulta a fecundação
O hormônio altera o ambiente do sistema reprodutivo, dificultando o encontro entre óvulo e espermatozoide. - Modifica temporariamente o muco cervical
Isso pode dificultar a mobilidade dos espermatozoides.
É importante entender um ponto frequentemente confundido: a pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez já estabelecida. Ou seja, ela não é um método abortivo.
A eficácia do levonorgestrel depende do momento em que ele é tomado. Quanto mais cedo após a relação sexual, maiores são as chances de evitar a gravidez.
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Como tomar a pílula do dia seguinte?
Apesar do nome popular, deve-se tomar a pílula do dia seguinte o quanto antes após a relação sexual desprotegida.
Em geral, a orientação é:
- Tomar um comprimido em dose única;
- Usar o medicamento preferencialmente nas primeiras 24 horas;
- Pode ser utilizado até 72 horas após a relação, embora a eficácia diminua com o passar do tempo.
Estudos citados pela OMS indicam que a eficácia pode ultrapassar 95% quando tomada nas primeiras 24 horas.
Depois de tomar a pílula, não existe um teste imediato para saber se ela funcionou. O sinal mais confiável costuma ser a chegada da menstruação na data esperada.
Se houver atraso menstrual significativo, deve-se fazer um teste de gravidez.
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Qual é a melhor opção de pílula do dia seguinte?
Uma das formulações mais conhecidas é a pílula do dia seguinte Levonorgestrel 1,5mg, amplamente utilizada no Brasil.
Esse medicamento contém o hormônio responsável por impedir ou atrasar a ovulação e é seguro e eficaz quando usado corretamente.
Entre as vantagens dessa formulação estão:
- Dose única prática;
- Uso simples; e
- Alta eficácia quando tomado rapidamente.
Por isso, quando as pessoas pesquisam qual a melhor pílula do dia seguinte, geralmente as opções mais recomendadas costumam ser as formulações com levonorgestrel, que são as mais utilizadas como contracepção de emergência.
Perguntas frequentes sobre a pílula do dia seguinte
Pílula do dia seguinte faz mal?
Quando usada ocasionalmente, a pílula do dia seguinte é considerada segura.
Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento pode ser utilizado em situações de emergência sem causar prejuízos ao organismo. No entanto, não deve ser usada com frequência, pois contém uma dose hormonal elevada.
Pílula do dia seguinte altera o ciclo menstrual?
Sim, pequenas alterações podem ocorrer.
Depois de tomar o medicamento , algumas pessoas podem perceber:
- Menstruação antecipada;
- Pequeno atraso menstrual; e
- Fluxo diferente do habitual.
Essas mudanças costumam ser temporárias e tendem a se regularizar no ciclo seguinte.
Tem efeitos colaterais?
Alguns efeitos colaterais da pílula do dia seguinte podem acontecer, embora nem todas as pessoas os apresentem.
Os mais comuns incluem:
- Náusea;
- Dor de cabeça;
- Sensibilidade nas mamas;
- Tontura; e
- Alterações menstruais.
Normalmente são sintomas leves e passageiros.
Quantas pílulas posso tomar por mês?
A recomendação é evitar o uso frequente.
A pílula do dia seguinte é para situações de emergência, não como método contraceptivo regular.
Se isso acontecer com frequência, vale conversar com um profissional de saúde – ele pode indicar um método mais adequado para a sua rotina.
Leia mais: Métodos contraceptivos: saiba como escolher o melhor
Posso engravidar depois de tomar pílula do dia seguinte?
Sim, é possível. Embora a eficácia seja alta, nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. A chance de falha aumenta principalmente quando:
- A medicação é tomada tardiamente;
- Já ocorreu ovulação antes do uso.
Quem não pode tomar a medicação?
Em geral, poucas pessoas têm contraindicação para o levonorgestrel. Ainda assim, o medicamento deve ser evitado por quem:
- Possui alergia ao princípio ativo;
- Já tem gravidez confirmada.
Se você tiver dúvidas ou alguma condição de saúde específica, converse com um médico ou farmacêutico.
Precisa de receita médica?
Não. A pílula do dia seguinte com levonorgestrel pode ser adquirida sem receita médica nas farmácias. Mesmo assim, a orientação farmacêutica pode ajudar a esclarecer dúvidas sobre o uso correto.
Pílula do dia seguinte: informação para usar com segurança
A pílula do dia seguinte é um recurso importante de contracepção de emergência. Quando utilizada corretamente e dentro do prazo indicado, pode reduzir significativamente o risco de gravidez após uma relação sexual desprotegida.
O mais importante é lembrar que ela não substitui métodos contraceptivos regulares e não protege contra infecções sexualmente transmissíveis.
Se houver necessidade, a pílula do dia seguinte com levonorgestrel está disponível na Araujo e pode ser uma alternativa segura para momentos de urgência. Em caso de dúvidas, buscar orientação profissional ajuda a tomar decisões mais seguras sobre saúde sexual e reprodutiva.
Fontes: