A asma é hoje uma das doenças respiratórias crônicas com maior ocorrência global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), mais de 339 milhões de pessoas vivem com a condição, que foi responsável por mais de 400 mil mortes nos últimos levantamentos disponíveis.
No Brasil, o impacto também é expressivo: segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com a asma, o equivalente a aproximadamente 10% da população.
A doença também está entre as principais causas de hospitalizações no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente quando não há controle adequado.
Além disso, entre 2019 e 2023, foram mais de 12 mil mortes no país relacionadas à doença, além de milhões de atendimentos e hospitalizações que poderiam, em grande parte, ser evitadas.
Na prática, isso revela um paradoxo: a asma é conhecida, estudada e tratável, mas ainda assim segue impactando a qualidade de vida de milhões de pessoas.
É justamente nesse ponto que entram os avanços no controle de asma, especialmente com o uso de remédio para asma, que atua diretamente nas vias respiratórias, reduzindo inflamações e prevenindo crises.
Entenda os caminhos mais eficazes para manter a doença sob controle e evitar complicações que comprometem o dia a dia.
Sintomas da asma: como identificar os sinais mais comuns
A asma costuma se manifestar como um alarme que o corpo dispara diante de estímulos que, para outras pessoas, passariam despercebidos. Os sintomas mais comuns incluem:
- Falta de ar (principalmente à noite ou ao acordar);
- Chiado no peito;
- Tosse persistente;
- Sensação de aperto no peito; e
- Dificuldade para respirar após esforço físico.
Leia mais – Asma: o que é, causas e tratamentos
Fatores de risco da asma: o que pode desencadear crises
A asma não surge do nada. Ela é resultado de uma combinação entre características próprias de cada pessoa e exposição a gatilhos ambientais.
Entre os fatores mais comuns estão:
Fatores ambientais
- Ácaros e poeira doméstica;
- Pólen;
- Pelos de animais;
- Mofo;
- Poluição do ar; e
- Mudanças bruscas de temperatura.
Fatores relacionados ao paciente
- Histórico familiar de asma ou alergias;
- Obesidade;
- Tabagismo ou exposição à fumaça; e
- Estilo de vida sedentário.
Complicações da asma: riscos de não controlar a doença
Quando o controle da asma não é feito de forma adequada, o corpo começa a sinalizar. Entre as principais complicações da asma, estão:
- Redução da capacidade pulmonar ao longo do tempo;
- Limitação para atividades físicas;
- Crises frequentes de falta de ar;
- Tosse crônica persistente;
- Alterações estruturais nas vias aéreas; e
- Maior risco de internações.
Em casos mais graves, as crises podem evoluir rapidamente e exigir atendimento de urgência. Por isso, o controle contínuo não é apenas recomendado, é fundamental.
Como tratar a asma e controlar a falta de ar no dia a dia
Tratar a asma não é apenas reagir às crises. É, principalmente, evitar que elas aconteçam. O tratamento é dividido em duas frentes complementares:
Tratamento não medicamentoso
Aqui, o foco é reduzir os gatilhos e melhorar a qualidade de vida. Algumas orientações importantes:
- Manter a casa limpa e livre de poeira e ácaros;
- Evitar tapetes, cortinas pesadas e bichos de pelúcia;
- Controlar a umidade para evitar mofo;
- Evitar contato com fumaça e poluentes;
- Praticar atividade física com orientação médica;
- Manter o peso adequado; e
- Seguir corretamente o plano de acompanhamento com o médico.
Essas medidas funcionam como a base do tratamento. Elas não substituem os remédios para asma, mas potencializam seus efeitos.
Tratamento medicamentoso
É aqui que entram os remédios para asma, que atuam diretamente nas vias respiratórias.
Eles podem ser divididos em dois grandes grupos:
1. Medicamentos de alívio rápido
- Usados durante crises; e
- Ajudam a abrir as vias aéreas rapidamente.
2. Medicamentos de controle
- Uso contínuo;
- Reduzem a inflamação dos brônquios; e
- Previnem crises.
Segundo o Ministério da Saúde, o uso correto e contínuo da medicação de controle pode reduzir significativamente as crises e melhorar a qualidade de vida.
Fostair spray: inalador que trata a asma
Para quem busca um remédio para asma com ação combinada, o Fostair spray pode ser uma alternativa indicada pelo médico para o controle contínuo da doença.
O Fostair spray é um inalador que combina dois princípios ativos:
- Um broncodilatador: ajuda a abrir as vias respiratórias; e
- Um anti-inflamatório (corticosteroide): reduz a inflamação nos pulmões.
Essa combinação atua em duas frentes ao mesmo tempo: alívio e controle.
Além disso, o dispositivo conta com contador de doses, o que facilita o acompanhamento do uso correto, evitando interrupções no tratamento.
O uso deve sempre ser feito com orientação médica, respeitando dose, frequência e técnica de inalação.
Como dar o próximo passo no controle da asma
Conviver com a asma não precisa significar viver em alerta constante. Com o tratamento certo, especialmente com o uso adequado de remédio para asma, é possível transformar crises em exceção, não em rotina.
O controle da doença passa por três pilares: conhecimento do próprio corpo, redução de gatilhos e uso consistente da medicação indicada. Quando um deles é deixado de lado, as chances de complicações aumentam.
Mais do que tratar sintomas, controlar a asma é antecipar cenários. É entender os sinais antes que eles se intensifiquem, manter o acompanhamento em dia e seguir corretamente o plano terapêutico orientado pelo médico.
Com o tratamento certo e constância, a asma deixa de ditar o ritmo da sua rotina.
Fontes:
Relatório preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC)