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Como tratar diabetes tipo 2: opções de tratamento e como viver bem

médica aferindo glicose de paciente

A forma de tratar diabetes tipo 2 é uma dúvida comum entre pessoas que desejam cuidar melhor da saúde e entender como manter o equilíbrio do corpo ao longo do tempo. A condição, cada vez mais presente na rotina das famílias brasileiras, exige informação de qualidade, acompanhamento adequado e escolhas conscientes no dia a dia.

No Brasil, mais de 16 milhões de pessoas vivem com diabetes, sendo o diabetes tipo 2 responsável pela maioria dos casos, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde (2025). O crescimento está diretamente relacionado a fatores como alimentação desequilibrada, sedentarismo e excesso de peso.

Mesmo sendo uma condição crônica, o diabetes tipo 2 pode ser bem manejada com sucesso. Com o tratamento mais adequado, mudanças no estilo de vida e acompanhamento profissional, é possível manter a glicose sob controle e viver com mais qualidade, autonomia e bem-estar.

Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o diabetes tipo 2, quais são as principais formas de tratamento, como alimentação e atividade física impactam diretamente a saúde e quais cuidados ajudam a conviver melhor com a doença no dia a dia.

Afinal, o que é diabetes tipo 2 e por que ela acontece?

Para entender o tratamento mais adequado para diabetes tipo 2, é importante começar pelo básico: o que acontece no organismo.

O diabetes tipo 2 é uma condição crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre porque o corpo passa a não utilizar a insulina de forma eficiente ou porque a produção desse hormônio não é suficiente.

A insulina funciona como uma chave que permite que a glicose entre nas células e seja usada como energia. Quando essa chave falha, o açúcar permanece circulando no sangue, o que pode causar danos ao longo do tempo.

Historicamente associada à vida adulta, o diabetes tipo 2 tem aparecido cada vez mais cedo. Conforme alerta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz, 2023), o aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados tem contribuído para o crescimento de casos em jovens e adolescentes.

Leia mais: Diabetes tipo 2: entenda melhor a doença

Como tratar o diabetes tipo 2?

O tratamento mais adequado para diabetes tipo 2 é construído como um plano de longo prazo, personalizado de acordo com o perfil de cada pessoa. Ele não se apoia em um único pilar, mas na combinação de estratégias que atuam juntas para manter a glicose sob controle e prevenir complicações.

Uso de medicamentos e insulina

Em muitos casos, o tratamento começa com medicamentos orais, sendo a metformina um dos mais prescritos. Ela ajuda a reduzir a produção de glicose pelo fígado e melhora a sensibilidade do corpo à insulina.

Quando a resposta não é suficiente, o médico pode indicar outros medicamentos ou, em alguns casos, o uso de insulina. Isso não significa falha no tratamento, mas sim uma adaptação às necessidades do organismo.

Conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2024), o acompanhamento médico regular é essencial para ajustar doses e combinações ao longo do tempo.

Leia mais: Saiba como a insulina regula a glicose e mantém seu corpo em equilíbrio

pessoa manuseando vegetais e legumes em bancada de cozinha

Alimentação saudável: equilíbrio que sustenta

A alimentação funciona como um dos principais reguladores da glicose. Não se trata de restrição extrema, mas de escolhas conscientes.

Uma dieta equilibrada prioriza:

  • Alimentos in natura ou minimamente processados;
  • Fibras, como legumes, verduras, frutas e grãos integrais;
  • Proteínas magras; e
  • Redução de açúcares simples e carboidratos refinados.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (2025), uma alimentação bem planejada contribui para o controle glicêmico, do peso corporal e dos níveis de colesterol.

Atividade física: o corpo em movimento ajuda a regular a glicose

A prática regular de atividade física aumenta a sensibilidade das células à insulina. Em termos simples, o corpo passa a usar melhor a glicose disponível.

Caminhadas, musculação, dança ou qualquer exercício adaptado à realidade da pessoa já são benéficos. De acordo com o Ministério da Saúde (2021), pelo menos 150 minutos de atividade física por semana ajudam no controle do diabetes e na prevenção de complicações.

Controle do peso e novas abordagens terapêuticas

O controle do peso é um fator decisivo no tratamento mais adequado para diabetes tipo 2. A redução de 5% a 10% do peso corporal já pode melhorar significativamente os níveis de glicose.

Nesse contexto, surgem também as chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos que auxiliam no controle do apetite e da glicemia, sempre com prescrição e acompanhamento médico.

Saiba mais: Canetas para tratamento de diabetes e controle de peso: um guia completo

mulher sorrindo e tomando água enquanto pratica atividade física ao ar livre

Como conviver com a doença?

Conviver com diabetes tipo 2 é aprender a escutar o corpo e acompanhar os sinais que ele dá todos os dias.

O monitoramento da glicose é parte essencial desse processo. Aparelhos como glicosímetros e CGMs (dispositivos de monitorização contínua de glicose) ajudam a entender como o organismo responde à alimentação, ao exercício e aos medicamentos.

Na Drogaria Araujo, é possível encontrar diversos acessórios para controle da glicose no diabetes tipo 2, que facilitam o cuidado diário e promovem mais autonomia no tratamento.

Além dos dispositivos, manter consultas regulares, exames de rotina e um plano de cuidados personalizado faz toda a diferença para uma vida mais equilibrada.

Diabetes tipo 2 tem cura?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes quando o assunto é diabetes tipo 2. De forma objetiva, a condição é considerada crônica, ou seja, não há uma cura definitiva. 

No entanto, em alguns casos, é possível alcançar a remissão da doença. Isso acontece quando os níveis de glicose se mantêm dentro da normalidade sem o uso de medicamentos por um período prolongado, especialmente após mudanças consistentes no estilo de vida.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a remissão pode ocorrer principalmente quando há perda de peso, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, sempre com acompanhamento médico. Ainda assim, a entidade reforça que a melhora significativa do quadro não significa abandono do cuidado, mas sim um controle eficaz e contínuo da condição.

Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2?

Embora compartilhem o nome, os dois tipos têm origens e tratamentos diferentes.

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, tornando o uso do hormônio indispensável desde o diagnóstico.

Já o diabetes tipo 2 está relacionada principalmente à resistência à insulina e a fatores como genética, alimentação inadequada, sedentarismo e excesso de peso. O tratamento pode envolver medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, insulina.

Compreender essa diferença é essencial para evitar confusões e garantir o tratamento correto.

Informação, rotina e cuidado: o caminho para conviver bem com a doença

Tratar diabetes tipo 2 envolve mais do que seguir uma prescrição. É um processo contínuo que combina conhecimento, escolhas diárias e acompanhamento profissional.

Com tratamento adequado, alimentação equilibrada, atividade física regular e o uso de acessórios para monitoramento da glicose, é possível viver bem, com autonomia e qualidade de vida.

Se você convive com a doença ou cuida de alguém que vive, procure orientação médica e conte com soluções que facilitem o dia a dia. O cuidado começa com informação e se fortalece com atitude.

Fontes:

Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes 

Ministério da Saúde

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Sociedade Brasileira de Diabetes

Guia de atividade física – Ministério da Saúde

Este artigo foi revisado pela médica endocrinologista Dra Thaís Pereira Costa Magalhães CRMMG 36771 drathaismagalhaes.com.br

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