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Quando e como introduzir fórmulas infantis na alimentação do bebê

bebê deitado tomando leite em mamadeira

O início da alimentação do bebê é também o começo de uma relação com o cuidado, a nutrição e o desenvolvimento saudável. Entre recomendações médicas, expectativas sociais e o desejo profundo de fazer o melhor, muitas famílias se veem diante de decisões que vão além da nutrição e tocam o emocional, a rotina e a segurança. Afinal, como introduzir fórmulas infantis?

Alimentar um bebê não é apenas oferecer leite, é sustentar seu crescimento, desenvolvimento e vínculo. E quando a amamentação não acontece como o esperado, entender o papel da fórmula infantil com informação, responsabilidade e acolhimento se torna essencial.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), o aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de vida. No entanto, nem sempre a amamentação é possível ou suficiente para atender às necessidades do bebê. Nesses casos, a fórmula infantil surge como uma alternativa segura, nutricionalmente equilibrada e indicada por profissionais de saúde.

Entender quando iniciar a fórmula infantil, como introduzir uma fórmula corretamente e como conciliar leite materno e fórmula infantil é essencial para garantir tranquilidade aos cuidadores e bem-estar ao bebê.

Saiba mais: Quando a fórmula infantil é indicada para o seu bebê?

Quando iniciar a fórmula infantil?

A decisão sobre quando iniciar a fórmula infantil deve ser individualizada e orientada por um pediatra ou nutricionista infantil. Em geral, a fórmula é indicada quando a amamentação não é possível, não é suficiente ou precisa ser complementada.

A fórmula infantil pode ser indicada em situações como:

  • Dificuldades na produção de leite materno;
  • Condições de saúde maternas que impeçam a amamentação;
  • Prematuridade ou baixo peso ao nascer;
  • Necessidades nutricionais específicas do bebê; e
  • Retorno da mãe ao trabalho sem possibilidade de amamentação regular.

Dados do Ministério da Saúde (2023) mostram que, embora a amamentação seja amplamente incentivada, cerca de 40% das famílias brasileiras utilizam algum tipo de fórmula infantil no primeiro ano de vida, sempre com acompanhamento profissional. 

As vantagens do uso da fórmula infantil, quando bem indicada, incluem:

  • Garantia de aporte nutricional adequado;
  • Controle preciso da ingestão alimentar;
  • Apoio à rotina familiar em contextos específicos; e
  • Segurança para bebês que não podem receber leite materno.
bebês deitados na cama tomando mamadeira

Quando introduzir uma fórmula com segurança?

Entender quando introduzir uma fórmula vai além da idade do bebê. Trata-se de observar sinais, necessidades e contexto familiar. Ela deve acontecer de forma  gradual, respeitosa e sempre supervisionada por um profissional de saúde.

Algumas orientações práticas ajudam nesse processo:

  • Introduza a fórmula aos poucos, observando a aceitação do bebê;
  • Teste diferentes bicos de mamadeira até encontrar o que o bebê aceita melhor;
  • Prepare a fórmula exatamente conforme as instruções do fabricante, respeitando medidas e temperatura da água;
  • Observe sinais de desconforto, alergia ou intolerância, como cólicas intensas, vômitos ou alterações nas fezes; e
  • Nunca altere a fórmula sem orientação médica.

Quais são os tipos de fórmulas mais indicados?

As fórmulas infantis são desenvolvidas para atender às diferentes fases do desenvolvimento do bebê e às suas necessidades específicas. Elas não são todas iguais, e a escolha correta faz diferença.

De forma geral, os principais tipos são:

  • Fórmulas de partida: indicadas do nascimento até os 6 meses, quando a amamentação não é possível;
  • Fórmulas de seguimento: recomendadas a partir dos 6 meses, como complemento da alimentação;
  • Fórmulas para necessidades especiais: indicadas para bebês com alergia à proteína do leite de vaca, intolerância à lactose ou outras condições específicas.

Leia mais: Como escolher a fórmula infantil ideal para o seu bebê

A escolha da fórmula deve considerar idade, histórico clínico, tolerância digestiva e orientação profissional. 

mãe sorrindo com bebê no trocador de fraldas

Como conciliar leite materno e fórmula infantil?

Conciliar leite materno e fórmula infantil é possível, seguro e, em muitos casos, benéfico. Essa prática, conhecida como amamentação mista, pode trazer mais flexibilidade para a rotina familiar sem abdicar dos benefícios do leite materno.

Entre as principais vantagens da conciliação estão:

  • Mais pessoas podem alimentar o bebê;
  • Redução da sobrecarga materna;
  • Continuidade do vínculo afetivo com a amamentação; e
  • Apoio em fases de transição ou retorno ao trabalho.

Algumas dicas práticas para essa conciliação:

  • Priorize o leite materno sempre que possível;
  • Ofereça a fórmula em horários estratégicos, definidos com o pediatra;
  • Evite substituir todas as mamadas pelo uso da fórmula sem necessidade;
  • Observe como o bebê reage à alternância; e
  • Mantenha o estímulo à produção de leite materno, quando esse for o objetivo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (2024), a amamentação mista pode ser uma estratégia saudável quando bem orientada e adaptada à realidade da família.

Por que a amamentação é tão importante?

A amamentação é reconhecida mundialmente como um dos pilares da saúde infantil. O leite materno é um alimento vivo, que se adapta às necessidades do bebê e oferece benefícios que vão além da nutrição.

Segundo a OMS e o Ministério da Saúde (2024), os principais benefícios incluem:

  • Fortalecimento do sistema imunológico;
  • Redução do risco de infecções respiratórias e gastrointestinais;
  • Menor risco de obesidade e diabetes tipo 2 ao longo da vida;
  • Estímulo ao desenvolvimento cognitivo e emocional; e
  • Benefícios para a saúde materna, como redução do risco de câncer de mama.

A recomendação é que a amamentação seja, sempre que possível, até os dois anos ou mais, mesmo após a introdução de outros alimentos. 

Leia mais: Fórmula infantil e composto lácteo: entenda as diferenças e saiba qual é ideal para o seu bebê

Fórmula infantil, amamentação e o papel da informação

Entender quando e como introduzir fórmulas infantis é um passo importante para garantir uma alimentação segura, equilibrada e alinhada às necessidades do bebê e da família. 

Ao longo deste conteúdo, vimos que a fórmula infantil é indicada em situações específicas, deve ser escolhida com orientação profissional e introduzida de forma gradual e segura.

Também ficou claro que a amamentação continua sendo um pilar essencial da saúde infantil e que, quando necessário, pode ser conciliada com o uso da fórmula infantil. Essa combinação, quando bem orientada, amplia possibilidades, reduz sobrecargas e mantém o vínculo, sem abdicar da nutrição adequada.

Fontes: 

Organização Mundial da Saúde

Ministério da Saúde

Organização Pan-Americana da Saúde

Sociedade Brasileira de Pediatria

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