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Dietas restritivas: entenda por que elas não funcionam 

foto da autora do blog da drogaria araujo

Por: Anna Silva

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Dietas restritivas: entenda por que elas não funcionam 

Para quem busca perder peso, as dietas parecem promessas irresistíveis. Mas será que elas realmente funcionam? Vamos desvendar essa questão de uma forma leve e recheada de informação, explicando o impacto real das dietas e por que muitas vezes elas não trazem os resultados esperados a longo prazo.

 Prepare-se para descobrir os segredos, os tropeços e os acertos das dietas. 

Dietas para emagrecer: a verdade revelada

Diversos estudos científicos comprovam que a alimentação é um fator fundamental para quem busca o emagrecimento. Na verdade, mudar o que comemos costuma ter mais efeito sobre a balança do que só se dedicando aos exercícios. 

E por quê? Porque o gasto calórico diário de uma pessoa é, na maioria, determinado pelo metabolismo basal – a energia que o corpo usa só para existir. Ou seja, o seu organismo consome mais energia mantendo as funções vitais do que numa corrida no parque.

Embora os exercícios façam muito bem para a saúde, para quem não é atleta, eles representam uma pequena fração do gasto energético. 

Portanto, ajustar a dieta pode ser o caminho mais eficiente para perder peso, especialmente se o objetivo é enxugar uns quilos a mais. Porém, é preciso atenção para não exagerar na restrição, pois isso pode gerar o temido efeito sanfona!

Efeito sanfona: um velho conhecido de quem vive de dieta

Se você já experimentou fazer dieta e depois voltou a ganhar peso, bem-vindo ao clube do efeito sanfona! Esse efeito nada mais é do que o “vai e volta” dos quilos perdidos. 

Mas por que ele acontece? Simples: quando o corpo percebe uma grande restrição de calorias, ele entende isso como um “alerta de fome” e desacelera o metabolismo para gastar menos. Isso faz com que, ao voltar a comer normalmente, o corpo recupere o peso rapidamente.

Além disso, dietas restritivas tendem a ser difíceis de manter. Quantas vezes ouvimos alguém dizendo: “essa dieta é impossível de seguir!” Isso porque o organismo precisa de equilíbrio e não de extremos. 

O segredo está em encontrar uma alimentação sustentável, que funcione como estilo de vida e não como um sacrifício temporário.

Mas afinal, existe um caminho definitivo? 

É aqui que a reeducação alimentar entra como a verdadeira estrela. Ela não exige cortar tudo de uma vez, mas sim entender as necessidades do seu corpo e fazer escolhas equilibradas. 

A ideia é substituir alimentos ultraprocessados por opções frescas, priorizar porções adequadas e sim, também apreciar a comida de vez em quando, sem culpa.

Além disso, combinar a reeducação alimentar com exercícios físicos faz toda a diferença. Não somente para acelerar o emagrecimento, mas para criar um corpo saudável, com mais massa muscular, cheio de disposição e resistente. 

Pense nos exercícios como aquele tempero especial que deixa o prato mais completo e não como o ingrediente principal da perda de peso. E, claro, para tornar tudo mais divertido, escolha uma atividade que você goste.

Dieta: como a ciência explica os diferentes efeitos em cada corpo? 

Já percebeu que algumas pessoas têm resultados incríveis com uma dieta enquanto outras, fazendo o mesmo, não notam diferença? A ciência explica: nossa biologia é única, e fatores como genética, composição corporal, microbiota intestinal e estilo de vida influenciam muito como nosso corpo reage a uma dieta. 

Um estudo da Vox Media analisou diferentes dietas e seus resultados variados e mostrou que, para algumas pessoas, dietas como a cetogênica ou low-carb (baixa em carboidratos) podem funcionar bem, enquanto outras se adaptam melhor a uma dieta mediterrânea ou plant-based (baseada em plantas).

Então, se uma dieta não funcionou para você, isso não significa que você “fracassou” – pode ser só uma questão de ajuste. É como escolher um par de sapatos: o que cabe perfeitamente em alguém pode ser um pouco apertado ou largo demais para outra pessoa. A solução é encontrar o que melhor se adapta ao seu estilo de vida e necessidades. 

Dieta e sabores: como escolher a melhor para o seu estilo de vida?

Para te ajudar a escolher um estilo de alimentação que funcione para você, veja uma breve descrição de algumas das dietas mais populares:

Low-Carb

É uma dieta de baixo carboidrato, ou seja, a principal restrição é quanto ao consumo de carboidrato. Ao contrário do que muitos pensam, os carboidratos não são eliminados completamente da alimentação, mas sim consumidos em pequenas quantidades, com redução feita de forma gradual e acompanhada de um nutricionista.

Assim, o foco da low carb está em reduzir a quantidade de carboidratos consumidos e, consequentemente, aumentar o consumo de proteínas e gorduras boas para gerar uma alimentação mais equilibrada. Seus benefícios: 

  • Maior saciedade, gerada pelo aumento do consumo de proteínas e gorduras;
  • Controle da diabetes, por reduzir o nível de açúcar no sangue;
  • Menor risco de doenças cardiovasculares, porque a dieta regula os níveis de colesterol e triglicerídeos, além de aumentar o colesterol bom;
  • Menor retenção de líquidos, por estimular a produção de urina.

Jejum Intermitente

Alterna períodos de jejum com períodos de alimentação. Pode ajudar algumas pessoas a manterem o controle do peso, mas é preciso acompanhamento especializado, além de ser contraindicado para alguns casos, como gestantes e pessoas com histórico de distúrbio alimentar.

Por ser um método muito restritivo, o jejum intermitente pode ser feito diariamente ou apenas em alguns dias da semana. Alguns dos protocolos de jejum mais populares são:

  • Jejum de 12 horas: intercala um período de 12 horas de jejum, que incluem às 8 horas do sono, com 12 horas para alimentação;
  • Jejum de 24 horas (eat-stop-eat): reveza entre dias de alimentação e jejum, que podem ser feitos até 3 vezes por semana;
  • Jejum 16/8 (sistema Leangains): alterna 16 horas de jejum e 8 horas para alimentação, em que se deve fazer de 2 a 3 refeições;
  • Jejum WHEN (sigla em inglês para “quando a fome surge naturalmente”): não tem períodos rígidos, deixando a alimentação apenas em momentos para que se tem fome.

A vantagem que mais se destaca do jejum intermitente é o emagrecimento, mas também apresenta outros benefícios, como maior clareza mental, mais disposição e controle dos picos de glicemia e insulina.

Cada uma dessas dietas tem suas vantagens, mas lembre-se: a melhor dieta é aquela que você consegue manter sem sofrimento, pois é ela que trará resultados consistentes.

No final, a melhor dieta é a que você adota para a vida

Dietas podem até ajudar a dar o primeiro passo no emagrecimento, mas a sustentabilidade é a chave para evitar o efeito sanfona e conseguir resultados duradouros. 

Adotar hábitos saudáveis e pensar em alimentação e exercício como aliados – e não como inimigos – é o segredo. Afinal, um estilo de vida equilibrado vai muito além da estética; é sobre ter mais saúde e bem-estar.

Então, ao invés de buscar a dieta mais restritiva ou da moda, foque em uma jornada de autoconhecimento. Entenda como seu corpo funciona e encontre o que te faz bem.

Afinal, cuidar de si mesmo é o melhor investimento que você pode fazer.

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