Herpes não é uma só doença, mas um grupo de infecções virais que podem aparecer em diferentes partes do corpo, com formas e intensidades diversas.
Tecnicamente, trata-se de infecções causadas por vírus da família Herpesviridae, que têm a peculiaridade de permanecer no organismo para sempre e poder acordar de tempos em tempos.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), cerca de 3,8 bilhões de pessoas com menos de 50 anos têm o vírus do herpes simplex tipo 1 (HSV-1), responsável principalmente pelo herpes oral, e 520 milhões pessoas entre 15 e 49 anos têm o vírus HSV-2, ligado ao herpes genital.
Dominar informações sobre os tipos de herpes, suas causas e manifestações é o primeiro passo para desmistificar a doença. Esse conhecimento permite reconhecer os sinais do corpo e buscar o tratamento adequado, transformando a informação em uma ferramenta poderosa para uma vida mais consciente e saudável.

Afinal, o que é herpes?
Herpes é uma infecção causada por diferentes vírus da família Herpesviridae. Os principais que interessam para a saúde do dia a dia são:
- Herpes simplex vírus (HSV) – infecta a pele ou mucosas, causando bolhas ou feridas dolorosas que podem reaparecer ao longo da vida.
- Varicela-zóster vírus (VZV) – causa a catapora (varicela) na infância e pode reativar na vida adulta como herpes-zóster (cobreiro).
Esses vírus têm em comum uma característica biológica: após o contato inicial, eles dormem no sistema nervoso e podem ser reativados por diferentes gatilhos, como estresse ou queda da imunidade.
Leia também: Herpes Zoster: o que é, quais os sintomas e o tratamento
Quais são os tipos de herpes?
Herpes simples (HSV)
O vírus do herpes simplex tem basicamente dois subtipos:
- HSV-1: mais frequentemente associado a lesões ao redor da boca e lábios (herpes oral), conhecidos como aftas ou feridas de febre.
- HSV-2: tradicionalmente ligado a lesões na região genital (herpes genital), uma infecção sexualmente transmissível.
Ambos os tipos podem causar infecção em outras partes do corpo, inclusive genital ou oral, dependendo da forma de transmissão.
Herpes-zóster (cobreiro)
Após uma catapora na infância, o vírus varicela-zóster permanece latente nos nervos e pode ser reativado anos depois como herpes-zóster, gerando um quadro doloroso de bolhas ao longo de um trajeto nervoso no corpo.
Conheça as causas do herpes
Entender quais são as causas do herpes ajuda a reduzir o risco de transmissão e a identificar possíveis gatilhos de novas crises.
A causa fundamental do herpes é a infecção por vírus específicos:
- HSV-1 e HSV-2 – são transmitidos principalmente por contato direto com lesões ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, mesmo que sem sintomas visíveis.
- VZV (varicela-zóster) – permanece no organismo após a catapora e pode reativar mais tarde, por fatores que reduzem a imunidade.
Os gatilhos que podem reativar o vírus incluem:
- Estresse físico ou emocional;
- Exposição solar intensa;
- Doenças que baixam a imunidade; e
- Fadiga ou cansaço profundo.

Quais são os sintomas mais comuns?
Os sintomas do herpes podem variar de pessoa para pessoa e, em alguns casos, passar despercebidos:
- Herpes simples: pequenas bolhas dolorosas na pele ou mucosas; podem coçar ou arder antes de surgirem. A primeira infecção pode vir acompanhada de febre e mal-estar geral.
- Herpes genital: lesões na região genital ou anal, dor ao urinar ou desconforto; as crises podem se repetir com menor intensidade.
- Herpes-zóster: dor intensa em um lado do corpo com erupções em forma de faixa, podendo levar semanas para cicatrizar.
Quais são os tratamentos?
Herpes não tem cura definitiva porque os vírus permanecem no organismo, mas existe tratamento eficaz para controlar sintomas, acelerar a recuperação e reduzir a intensidade das crises.
O tratamento padrão envolve medicamentos antivirais. Entre eles está o Aciclovir, disponível no Araujo para tratamento de crises de herpes simples ou zoster.
O Aciclovir 400mg atua inibindo a multiplicação do vírus no organismo, o que ajuda a reduzir a intensidade dos sintomas, acelerar a cicatrização das lesões e diminuir a duração das crises. O uso deve ser feito conforme orientação médica, especialmente para garantir a dose e o tempo de tratamento adequados a cada quadro.
Segundo diretrizes do Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2022), antivirais como aciclovir são recomendados para episódios tanto de HSV-1 quanto HSV-2 e, quando iniciados precocemente, podem diminuir a gravidade do surto.
Além dos comprimidos, pomadas ou cremes antivirais também podem ser usados em casos de lesões superficiais para aliviar coceira e dor. Em muitos quadros leves, mantenha a área limpa e evite tocar nas lesões.

Como se prevenir dos diferentes tipos de herpes
Prevenir herpes não é apenas evitar encontros indesejados com o vírus; é cultivar hábitos que reduzem as chances de transmissão e de reativação:
- Use preservativos nas relações sexuais para diminuir o risco de transmissão genital, lembrando que a camisinha não protege todas as áreas da pele.
- Evite contato direto com lesões ativas, como beijos ou compartilhar utensílios quando houver feridas visíveis.
- Cuide da imunidade: sono adequado, alimentação equilibrada e gestão do estresse ajudam a impedir a reativação do vírus.
- Não compartilhe objetos pessoais que toquem a boca ou a pele, como talheres, toalhas e batons.
Herpes durante a gravidez
A presença de herpes na gestação merece atenção especial. Se uma gestante apresenta herpes genital no momento do parto, existe risco de transmissão ao bebê, o que pode levar a complicações graves. Por isso:
- Informe seu obstetra sobre qualquer histórico de herpes;
- Siga orientações médicas para manejo com antivirais seguros durante a gestação; e
- Em alguns casos, é indicado realizar cesariana para reduzir o risco de infecção neonatal.
Recentes diretrizes obstétricas reforçam a importância da comunicação aberta entre gestante e equipe médica para um plano de cuidado seguro.
Viva com mais informação e bem-estar
Herpes é mais comum do que muitas pessoas imaginam, com bilhões de pessoas infectadas no mundo e ciclos de reativação influenciados por fatores cotidianos.
Embora herpes não tenha cura definitiva, tratamentos com Aciclovir e outras medidas podem controlar os sintomas e tornar as crises menos intensas.
Entender quais são os tipos de herpes, quais são as causas, como tratar e como prevenir é um passo importante para viver com mais informação e bem-estar e, quando necessário, buscar apoio médico rapidamente para o cuidado adequado.
Fontes: