Quando foi a última vez que você parou para refletir como realmente está? A pergunta parece simples. Mas, em uma rotina cheia de compromissos, notificações, cobranças e responsabilidades, perceber os próprios limites pode acabar ficando para depois.
É justamente por isso que falar sobre saúde mental importa. E o Setembro Amarelo 2026 chega mais uma vez como um convite ao diálogo, à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2026), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. A OMS também destaca que o suicídio é um importante problema de saúde pública e que estratégias de prevenção baseadas em evidências podem ajudar a reduzir essas mortes.
No Brasil, o cenário também exige atenção. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 15,5 mil suicídios foram registrados em 2021, o equivalente a uma morte a cada 34 minutos naquele ano.
O Setembro Amarelo ajuda a colocar esse assunto em circulação. Mas prevenção não acontece apenas em setembro. Ela também passa por atitudes cotidianas: perceber sinais, conversar, procurar ajuda e cuidar da própria saúde mental.
Neste ano, a parceria entre Medley e Araujo amplia essa conversa ao trazer o autocuidado para o centro da campanha.
O que é Setembro Amarelo?
O site oficial do movimento informa que o Setembro Amarelo foi idealizado no fim de 2014 por diversas entidades, entre elas o Centro de Valorização da Vida (CVV), teve sua primeira edição em 2015, e que o amarelo faz referência mundial ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em 10 de setembro.
E por que amarelo? A cor funciona como um elemento de identificação e visibilidade da campanha. Segundo o CVV, o amarelo foi associado ao movimento como uma cor que chama atenção e remete à vida, à luz e à necessidade de iluminar um tema que durante muito tempo permaneceu escondido pelo silêncio.
Quer entender melhor a origem do movimento, sua importância e como participar? Confira também o conteúdo da Araujo sobre Setembro Amarelo.
Mais do que falar sobre o assunto, a campanha procura ajudar a quebrar tabus. Afinal, sofrimento emocional não precisa ser enfrentado em silêncio.
Pare um momento…
“Pare um momento; cuide de quem mais importa, você. Hoje pode ser um dia difícil; mas ele não precisa terminar assim.” Esse é o mote da campanha Setembro Amarelo Medley em parceria com a Araujo.
A proposta parte de uma ideia simples: em meio à pressa, também precisamos criar espaço para perceber como estamos.
Autocuidado, nesse contexto, não significa apenas reservar um tempo para descansar ou fazer algo agradável. Segundo a OMS, autocuidado é a capacidade de promover e manter a própria saúde, prevenir doenças e lidar com diferentes condições de saúde. Isso pode acontecer com ou sem o apoio de profissionais.
Entre as práticas relacionadas estão alimentação adequada, atividade física, sono, redução do consumo de álcool e conexão com outras pessoas.
Quando falamos de saúde mental, isso também significa reconhecer quando os cuidados do dia a dia não são suficientes.
Ansiedade persistente, sintomas depressivos, esgotamento intenso ou mudanças importantes no comportamento merecem atenção. E, quando existe um tratamento indicado por um profissional de saúde, cuidar de si também significa seguir o acompanhamento e não interromper medicamentos por conta própria.
A campanha da Medley procura ampliar o acesso à informação sobre saúde mental e aproximar as pessoas de caminhos de acolhimento e cuidado. É uma mudança importante de perspectiva: cuidar da mente não deveria ser uma atitude tomada somente quando tudo chega ao limite.
Sinais de que sua saúde mental pede atenção
Nem sempre o corpo avisa que está cansado apenas com sono. Às vezes, a mente também começa a pedir espaço.
Alguns sinais merecem atenção, principalmente quando são persistentes ou começam a interferir na rotina:
- preocupação excessiva e dificuldade de desacelerar;
- alterações frequentes no sono;
- irritabilidade ou mudanças importantes de humor;
- sensação constante de cansaço ou esgotamento;
- perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas;
- dificuldade de concentração;
- isolamento social; e
- sensação de incapacidade ou desesperança.
Esses sinais podem estar relacionados a diferentes condições e não permitem, sozinhos, estabelecer um diagnóstico. Por isso, quando persistem ou causam sofrimento, vale conversar com um profissional de saúde.
A Araujo já tem conteúdos que ajudam a entender melhor alguns desses temas. Saiba mais sobre ansiedade, depressão, depressão ansiosa e burnout.
E existe uma diferença importante entre precisar de uma pausa e precisar de tratamento. Uma caminhada, uma noite de sono ou alguns minutos longe do celular podem fazer parte do autocuidado. Mas não substituem acompanhamento profissional quando existe uma condição de saúde mental que precisa ser tratada.
Como cuidar da saúde mental?
Cuidar da saúde mental não precisa começar com uma grande mudança de vida. Muitas vezes, começa com pequenos ajustes que ajudam a construir uma rotina mais sustentável.
1. Cuide do básico
Sono adequado, alimentação equilibrada, movimento e momentos de descanso formam uma espécie de base para o bem-estar.
A atividade física pode contribuir para a redução de sintomas de ansiedade e depressão, além de beneficiar a saúde física e cognitiva.
2. Faça pausas de verdade
Pausa não precisa significar simplesmente trocar uma tela por outra.
Alguns minutos de respiração consciente, uma caminhada, contato com a natureza, música ou uma conversa podem ajudar a interromper o piloto automático e perceber o que está acontecendo internamente.
3. Mantenha vínculos
Conversar com alguém de confiança pode ser um importante recurso de cuidado. A conexão social aparece entre as recomendações da OMS para proteger a saúde mental.
4. Procure ajuda quando necessário
Psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e medicamentos podem fazer parte do tratamento de diferentes condições de saúde mental, sempre de acordo com avaliação e orientação profissional.
No caso da depressão, por exemplo, a OMS reconhece psicoterapia e medicamentos antidepressivos entre as opções terapêuticas, dependendo do quadro e da avaliação clínica.
Cuidar de si também é saber quando não dá para resolver tudo sozinho.
Conheça mais ações da campanha
O Setembro Amarelo Araujo leva o cuidado para além da informação. A campanha atual integra experiências presenciais nos pontos de contato da rede com recursos digitais que podem acompanhar o consumidor no dia a dia.
A proposta é criar diferentes portas de entrada para o cuidado: uma pausa, uma conversa, uma informação ou um encaminhamento.
Momento Offline
Entre as ações está o Momento Offline, uma experiência de cinco minutos pensada para interromper, por alguns instantes, o ritmo acelerado da rotina.
A proposta é oferecer um espaço com aromatização, fones de ouvido, exercícios guiados de respiração e uma pausa longe do celular.
É pouco tempo. Mas talvez seja justamente essa a ideia: lembrar que cinco minutos também podem ser suficientes para respirar, perceber como você está e voltar para a rotina com um pouco mais de presença.
A programação da campanha também inclui o Truck Medley, unidade móvel com ações gratuitas como Check-in Emocional, Momento Offline e Espaço Escuta Psicológica. A programação divulgada pela Araujo prevê passagens pela Praça Sete e pela Savassi em setembro, além de ações na loja emblemática da Araujo no Estoril.
Apoio emocional interativo
E se a pausa terminar, mas a conversa precisar continuar?
É aí que entra a Cássia, assistente virtual de saúde mental da Medley.
Disponível gratuitamente pelo WhatsApp, a ferramenta oferece informações e conteúdos sobre saúde mental e também pode ajudar a encontrar locais de atendimento psicológico gratuito ou com valores sociais.
A Cássia não substitui diagnóstico, tratamento ou acompanhamento profissional. Seu papel é funcionar como uma porta de entrada para informação, acolhimento e orientação.
Assim, a experiência começa no ponto de venda, mas pode continuar no cotidiano.
Medley e Araujo: compromisso pela saúde mental
Saúde mental não cabe em uma campanha de um mês.
O Setembro Amarelo ajuda a abrir a conversa, mas o cuidado precisa continuar quando o calendário muda. É por isso que iniciativas que aproximam informação, acolhimento e acesso a serviços de apoio podem fazer diferença.
A parceria entre Medley e Araujo propõe justamente essa ponte: levar a discussão para espaços de convivência, reduzir o silêncio que ainda cerca a saúde mental e mostrar que pedir ajuda também é uma forma de autocuidado.
Porque cuidar de si não significa esperar chegar ao limite.
Pode ser perceber que algo mudou. Fazer uma pausa. Conversar com alguém. Marcar uma consulta. Retomar um tratamento. Aceitar ajuda. Ou simplesmente admitir: hoje não estou bem.
E, se hoje for um dia difícil, ele não precisa ser atravessado sozinho.
Se você estiver passando por uma crise emocional ou pensando em tirar a própria vida, procure ajuda imediatamente. O CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, em todo o Brasil. Em uma situação de emergência ou risco imediato, procure um serviço de urgência ou emergência.
No Setembro Amarelo 2026, a mensagem é simples, mas merece espaço na agenda: pare um momento, olhe para você e cuide de quem mais importa.
FAQ: Setembro Amarelo e saúde mental
O que é o Setembro Amarelo?
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção do suicídio que busca ampliar o diálogo sobre saúde mental, incentivar a escuta e aproximar as pessoas de redes de apoio e serviços de cuidado. O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Qual é a importância do Setembro Amarelo?
A campanha ajuda a combater o silêncio em torno do sofrimento emocional e reforça a importância de falar, escutar e buscar ajuda. A prevenção do suicídio depende de informação, acolhimento, redes de apoio e acesso a cuidados em saúde mental.
O que autocuidado significa para a saúde mental?
Autocuidado envolve hábitos e atitudes que ajudam a preservar a saúde e o bem-estar, como dormir bem, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, cultivar relações e reservar momentos de descanso. Segundo a OMS, o autocuidado complementa, mas não substitui, o acompanhamento de profissionais de saúde quando ele é necessário.
Como cuidar da saúde mental no dia a dia?
Comece pelo básico: cuide do sono, movimente o corpo, alimente-se bem, mantenha contato com pessoas de confiança, respeite seus limites e encontre espaço para descanso e atividades prazerosas. Se o sofrimento persistir ou começar a interferir na rotina, procure ajuda profissional.
Quando procurar ajuda profissional para a saúde mental?
Quando sentimentos como tristeza, ansiedade, irritabilidade, cansaço ou falta de interesse persistem, se intensificam ou prejudicam a vida cotidiana, vale conversar com um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde. Buscar ajuda também é uma forma de autocuidado.
Onde buscar ajuda em uma crise emocional?
O CVV oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia. Em situações de emergência ou risco imediato, procure um serviço de urgência ou emergência.
Este artigo foi revisado pelo farmacêutico técnico Hairton Ayres Azevedo Guimarães CRF 10.965
Fontes: