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Cortisol: como o hormônio atua no organismo e influencia seu equilíbrio diário

mulher com a mão na cabeça na frente do computador estressada

Cortisol, também conhecido como hormônio do estresse, regula processos vitais que sustentam nosso equilíbrio diário, como humor, motivação, níveis de energia e resposta ao estresse. Não por acaso, ele desperta tanta curiosidade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023), distúrbios relacionados ao estresse crônico afetam milhões de pessoas no mundo e podem alterar a produção natural de cortisol, criando um efeito dominó no organismo.

Entender como o cortisol atua no organismo, seus benefícios, seus riscos em excesso ou deficiência e como regulá-lo de forma saudável torna-se essencial para quem busca qualidade de vida, mais leveza na rotina e prevenção a longo prazo.

Como o cortisol atua no organismo?

O cortisol coordena diferentes sistemas para manter o corpo funcionando em ritmo adequado. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, 2023), é fundamental para:

  • Controlar o metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras;
  • Ajustar os níveis de glicose no sangue;
  • Regular respostas inflamatórias;
  • Apoiar o funcionamento cardiovascular; e
  • Mediar reações de luta ou fuga em situações de estresse.

Ou seja, o cortisol não está apenas relacionado ao nervosismo. Ele é parte do sistema que nos mantém alertas, adaptáveis e equilibrados ao longo do dia. Inclusive, seus níveis variam seguindo naturalmente o ritmo circadiano: mais altos pela manhã, para garantir energia, e mais baixos à noite, preparando o corpo para o descanso.

O que a falta e o excesso de cortisol podem causar?

Quando há cortisol baixo

A deficiência de cortisol pode comprometer funções essenciais. Em quadros mais leves, ela aparece como fadiga persistente, queda de pressão, fragilidade muscular e oscilações de humor. Em casos mais graves, como na doença de Addison, há risco de crises que exigem atendimento médico imediato.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM, 2023) reforça que o diagnóstico adequado é determinante para tratar a baixa produção hormonal.

Sinais comuns de cortisol baixo:

  • Exaustão constante, mesmo após dormir bem;
  • Tontura ao levantar;
  • Apetite reduzido;
  • Perda de peso involuntária;
  • Hipoglicemia; e
  • Dificuldade de concentração.

Quando há cortisol alto

Quando o organismo mantém níveis elevados de cortisol por muito tempo, entra em um estado de alerta contínuo. É como se todos os sistemas ficassem ligados acima do necessário, o que desgasta o corpo e abre espaço para diferentes problemas de saúde.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC, 2025), o estresse crônico pode contribuir para doenças metabólicas e inflamatórias que se relacionam diretamente ao excesso de cortisol. 

Sinais comuns de cortisol alto:

  • Aumento do apetite e ganho de peso, especialmente abdominal;
  • Oscilações de humor e irritabilidade;
  • Queda de cabelo;
  • Problemas de memória;
  • Distúrbios do sono;
  • Pressão alta; e
  • Desequilíbrios metabólicos.

O excesso de cortisol não costuma ser percebido rapidamente. Ele se instala de forma gradual, muitas vezes acompanhado de agendas exaustivas, noites mal dormidas e sobrecarga emocional.

Cortisol alto: sintomas e consequências no organismo

Níveis cronicamente elevados desse hormônio podem desencadear repercussões importantes no corpo. Entre elas:

  • Elevação do colesterol: o cortisol estimula a liberação de ácidos graxos, afetando o metabolismo lipídico.
  • Aumento do risco de diabetes tipo 2: a liberação contínua de glicose para lidar com o estresse constante desregula o controle glicêmico.
  • Ganho de peso: sobretudo na região abdominal, devido ao estímulo do acúmulo de gordura.
  • Quedas de imunidade: o cortisol diminui respostas inflamatórias, o que pode enfraquecer defesas naturais.
  • Alterações no humor: ansiedade, irritabilidade e sensação persistente de tensão.

Leia também: Ansiedade: o que é, sintomas e formas de controle

Segundo a Mayo Clinic, o excesso de cortisol é um dos principais fatores que podem contribuir para desequilíbrios metabólicos e hormonais. Essas consequências reforçam a importância de monitorar sinais físicos e emocionais que acompanham uma rotina de estresse contínuo.

mulher dormindo em cama ambiente todo branco

Cortisol é um vilão?

Apesar de ser chamado de hormônio do estresse, o cortisol não é um inimigo do corpo. Ele é um regulador natural e extremamente necessário. O problema não está na sua existência, mas no descompasso entre a produção hormonal e o estilo de vida.

Muitas vezes, narrativas simplificadas das redes sociais transformam o cortisol em um vilão absoluto, ignorando que ele é indispensável para acordar, se concentrar, reagir a desafios e proteger o organismo.

É mais preciso dizer que o cortisol é um indicador. Ele sinaliza como nossa rotina, nossas emoções e nossos hábitos estão afetando o corpo. E presta um serviço valioso ao mostrar que talvez precisemos desacelerar.

Entenda os sinais: Síndrome de Burnout: 7 sinais de que você pode estar no limite do esgotamento

Como regular o cortisol? Estratégias práticas

O equilíbrio do cortisol começa por hábitos simples e consistentes. Pequenas mudanças diárias podem criar efeitos poderosos para o organismo.

1. Priorize sono de qualidade

Dormir bem reorganiza o ciclo hormonal. Segundo a National Sleep Foundation (2023), adultos precisam em média de 7 a 9 horas de sono por noite.

2. Movimente-se regularmente

Atividade física moderada regula os níveis de cortisol e melhora o humor. Caminhar, nadar, dançar ou praticar yoga pode ajudar o corpo a descontrair.

3. Faça pausas reais ao longo do dia

A mente precisa de pequenos intervalos para reorganizar pensamentos. Técnicas de respiração, meditação e momentos de silêncio ajudam a estabilizar o sistema nervoso.

4. Alimente-se de forma equilibrada

Picos de açúcar podem estimular a produção de cortisol. O ideal é priorizar refeições completas, com fibras, proteínas e gorduras boas.

Leia mais: Como melhorar a imunidade com hábitos saudáveis

5. Cultive atividades de lazer

O corpo interpreta prazer e descanso como sinais de segurança. Ler, ouvir música, cozinhar ou praticar hobbies faz diferença real na regulação hormonal.

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6. Busque acompanhamento profissional quando necessário

Quando os sintomas persistem, endocrinologistas e profissionais de saúde podem avaliar com exames específicos o equilíbrio hormonal e orientar o tratamento adequado.

Cortisol: um regulador essencial

O cortisol é um regulador essencial para o organismo: participa do metabolismo, do humor, da motivação, da imunidade e da resposta ao estresse. O problema não está no hormônio, mas no desequilíbrio entre produção e rotina. Níveis altos ou baixos podem sinalizar que algo precisa ser ajustado na saúde física e emocional.

Ao entender como o cortisol atua no organismo, fica mais fácil identificar sintomas, prevenir complicações e adotar hábitos que favoreçam uma vida mais leve e equilibrada. Se perceber que seu corpo está pedindo socorro, buscar orientação profissional é sempre o melhor caminho.

Fontes:

Hermes Pardini

Tua Saúde

BBC News Brasil 

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH)

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Centers for Disease Control and Prevention

Mayo Clinic, National Sleep Foundation

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